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Usado
Lisboa
Cascais
União das Freguesias de Cascais e Estoril
Av. de Sintra
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1000
4500
D
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Sim
2
Sim
3
Elevador
Intercomunicador
Video Vigilância
Jardim Privado
Jardim Comum
Terraço Comum
Perto de Transportes Públicos
Perto de Escolas
Sob consulta
Localização O conjunto urbano Estoril - Cascais constitui, desde sempre, o setor periférico de Lisboa mais apetecido por nacionais e estrangeiros, para a fixação de residências de segmento high-end, representando ainda hoje um dos pólos de atração residencial do país. Com efeito, as suas condições privilegiadas de beleza natural, o benefício da contiguidade com o rio Tejo e o oceano Atlântico, o complemento importante da Serra de Sintra, e a curta distância da capital, foram fatores determinantes para o desenvolvimento hoteleiro e turístico, bem como de equipamento desportivo e de lazer. De acesso fácil através da Av. Marginal e da A5, o terreno situa-se em zona habitacional com locais de interesse e movimento significativo, tais como o centro de Cascais, a marina, o autódromo, o centro hípico, o campo de golfe, o casino, hipermercados, colégios internacionais como o St. John’s School, restaurantes, hóteis e praias. Dentro do enquadramento descrito, a localização do imóvel tem de classificar-se como esplêndida, incluída no núcleo mais central de Cascais, a duas centenas de metros da Av. Marginal. Terreno Terreno interior de configuração muito regular, beneficiando das cotas mais altas do quarteirão, vedado com muro alto de alvenaria, rematado com chapa metálica, com acesso por portão metálico de comando elétrico e arruamento privativo, asfaltado com 8m de largura e 57m de comprimento. O lote tem 5.000m2 com implantação na zona central de moradia de três pisos, adaptada ao desnível do terreno - cave aberta para os lados sul e nascente, r/chão e 1º andar - constituindo uma residência unifamiliar. Do lado noroeste, está construída uma pequena capela e a sudoeste uma moradia de dois pisos, funcionando como “casa de guarda”. O terreno encontra-se parcialmente pavimentado com asfalto, ajardinado na zona sul-nascente e detém ainda arborização de pinheiros. Casa principal Tratando-se de um imóvel com características próprias construtivas, habitação em três pisos com área de implantação de 497 m2, e área bruta de construção de 1.184m2, com 33 divisões, do ano de 1953 (já em vigor o RGEU 1951), com autoria do Arquiteto António Lino cuja obra alinha com a de Arquiteto Raúl Lino, que estabeleceu o conceito de “Casa Portuguesa”. Construção de aspeto sólido, de elevada qualidade, apresentando paredes exteriores ou interiores resistentes em alvenaria de pedra, divisórias de tijolo, pavimentos e esteira em lajes incombustíveis e cobertura de telha portuguesa. Fachada ao estilo “antiga-portuguesa” de tratamento cuidado e com bom traçado arquitetónico com cantaria grossa, trabalhada; paramentos areados e pintados e remate superior por beirado; caixilharia de madeira com pintura, portadas interiores e gradeamento nas janelas dos pisos inferiores. No canto sul-nascente o edifício é completado por terraço coberto com arcaria, ao nível da cave, construindo ampla varanda de recreio ao nível das salas do piso principal, com vista-mar. No que diz respeito a compartimentação da casa principal, refere-se a seguinte: Cave (286m2) - sala, três quartos, duas casas de banho, copa, cozinha, arrecadação, cofre, casa da porteira; R/chão (zona social e íntima - 363m2) entrada coberta, dois vestíbulos, quatro salas amplas, copas, quarto com saleta e casa de banho e quarto com casa de banho; garagem para dois automóveis, dois quartos, casa de banho e zona de lavar. 1º andar (222m2) - seis divisões e casa-de-banho. Os acabamentos da cave, zona de serviços do r/chão e do 1º andar são da época da sua execução: pavimentos de mármore, mosaico, tijoleira ou taco de pinho, paredes e tetos estucados e pintados. Os acabamentos da zona social e íntima do r/chão apresentam ótima qualidade, com decoração de lambril de azulejo antigo em todos os espaços, alguns de excecional qualidade e charme de época em duas salas; pavimentos de mármore polido, de soalho ou taco comprido de madeira exótica; paredes e tetos pintados alguns tetos de caixotão nas salas, todas com lareira de boas guarnições. O edifício beneficia de instalações correntes, de ascensor e de aquecimento central. Capela (62m2) Construção isolada com paredes de alvenaria rebocada e pintada, vãos guarnecidos de cantaria sendo também do mesmo material as quatro colunas que suportam o alpendre do átrio. Cobertura de telha portuguesa; grades de ferro nas janelas. Interiormente, pavimentos de pedra abujardada e revestimento de paredes com lambris e painéis de azulejo do séc. XVII/XVIII; arco de cantaria a guarnecer o altar. Casa de guarda Construção de 2010 com dois pisos, cerca de 89 m2 por piso. Estrutura geral de betão armado, paramentos e esteira em laje incombustível, cobertura de telha e paredes de tijolo. Fachadas simples, rebocadas e pintadas com remate por beirado. Consta de: sala comum, cozinha e casa de banho no r/chão e três quartos, duas casas-de-banho e varanda, no piso superior. Os pavimentos são de tijoleira, paredes e tetos areados e pintados, lambris de mosaico prensado, portas de tola envernizada e janelas de alumínio envernizado; escada com degraus de mármore. Envolvente e espaço exterior O edifício implanta-se num maciço rochoso, sobranceiro e protegido por uma elevação natural de terreno enquadrado por árvores de grande porte; o processo construtivo é explícito pelo seu autor na memória descritiva. O espaço circundante ao nível térreo está minimamente regularizado nas zonas verdes, em percursos apresenta irregularidades pronunciadas, em zonas com revestimento cerâmico ou em calçada à portuguesa, apresenta elementos partidos soltos. A chapa metálica perfilada verde, está presente como delimitação visual ou como solução construtiva em todo o perímetro da propriedade. As zonas verdes envolventes estão cuidadas. A nível das volumétricas que se integram na propriedade, cabe referir que se encontra implantada a construção principal da moradia unifamiliar e capela à data dos anos de 1950, tendo à sua esquerda uma outra moradia de dois pisos e com uma área de 82,50 m2, do ano de 1997, um canil e um cómodo para palha. Foram substituídos os vãos em caixilharia de madeira por vãos de caixilharia de alumínio bem como as suas portadas exteriores, ainda se mantêm pontualmente vãos em madeira a tardoz. Disposição e conservação do espaço interior Conforme memória descritiva e plantas, inicialmente o 1º andar correspondia exclusivamente a uma zona de três quartos na área da frente construída, virada a sul. Por alteração em 1955 foi implantada uma ala de três quartos, estudos, malas e arrumos, na zona posterior do edifício, a norte (entendemos que o tipo de tetos de masseira, já executados, nas salas, condicionaram esta opção); ao nível do rés do chão foi igualmente alterado o claustro, um espaço exterior integrado na construção, que passa a ser fechado tornando-se um espaço interior. Atualmente, é visível uma alteração interior, com o fecho da zona dos anteriores lavadouros, e que passa a ter dois compartimentos; e a alteração do acesso deste mesmo espaço à habitação do motorista. Esta alteração interior reflete-se no exterior, com o fecho pontual da fachada na zona da escada, alçado nascente. Relativamente à orgânica do restante edifício, está de acordo com o projeto aprovado subscrito pelo seu autor. Das alterações enunciadas a que tem maior impacto respeita ao ano de 1955, é importante porque ao intervir na funcionalidade do edifício e na sua utilização, com o acrescentar de áreas, coberta (antigo claustro) e construída (quartos a norte), obrigava neste caso a uma vigilância anual na manutenção e limpeza de algerozes e coberturas. Esta área assume-se como uma sala de estar por excelência, com iluminação natural no fecho do teto em madeira em todo o seu desenvolvimento, com particular solução construtiva, conjugação de materiais e acabamentos. Mantém os revestimentos originais, sendo o azulejo português o material presente em todos os comportamentos e corredores, utilizado como discurso espacial das divisões. No acesso de entrada, painel de chegada de viajantes e no átrio um painel de boas vindas, ambos com azulejos. Repetindo-se pelo antigo claustro e salas. É de particular interesse exaltar o elevado valor de todos os painéis de azulejo constituintes do imóvel, bem como as madeiras exóticas, em excelente estado de conservação. A construção mantém o discurso inicial a nível de volumetrias, necessita de intervenção de manutenção de fachadas, em pedras e paramentos, muretes escadas e pérgula. Depreende-se ainda a necessidade de intervenção na cobertura e algerozes. Algumas caixilharias de vãos exteriores em madeira foram substituídas por caixilharias em alumínio branco com portadas verdes. As que foram mantidas na ala norte não foram sujeitas a trabalhos de manutenção de pintura e encontram-se em mau estado de conservação. As restantes caixilharias interiores de portas e portadas em madeira encontram-se em bom estado de conservação. No interior, existem algumas disparidades relativas ao estado de conservação, carecendo de trabalhos de manutenção como pinturas. Os pavimentos encontram-se em bom estado de conservação, revestidos em mosaicos de pedra e tacos de madeira. Link exclusivo. Partilha de comissão de 50%.
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